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ombro caído

Há dias que nos trazem
falta de ânimo
ao sorriso jovial…
Metido na dúvida
onde encontro a força
energia para lutar?
Respiro fundo
inspiro profundo o ar poluído
relaxo de ombro caído…
Cogitando
vou respirando
procurando o ânimo
que combate o obstáculo
e retira o sorriso jovial.
Inspiro profundo
mais uma vez
relaxo de ombro caído
em busca do jovial
o sorriso…

Amália e o pranto

 Agora ela já não canta

Se ouvisse, dava um recado

 Pedia-lhe, vá lá, encanta

Com essa tua voz do fado!  

Tudo é tão  passageiro

Tal como um beijo dado

A quem cantaste primeiro,

Qual foi o teu primeiro fado?  

Nasceste como uma ave

 Que canta uma melodia

E espalha canto suave,

Quente, ao sol do meio-dia… 

 E a ave que cantava bem

Que fazia do cantar o espanto

Perdeu o seu maior bem

Foi-se a vida, nasceu o pranto!  

a pena

O que escrevo fica
no branco do papel
onde olhei no vácuo o essencial.
E ao correr da pena
solto uma pena
de alma penada…
De uma só penada
solto esta pena
fico sem pena
de soltar ao correr da pena
a ideia essencial.
Sim fico sem mais uma pena
Que pena!…

janela

 janela por onde deixarei fluir o aglomerado das palavras…